quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Inovação Pedagógica e Metodologias Ativas

Neste módulo, tivemos como proposta de atividade planejar uma estratégia didática (LA TORRE, 2008) baseada nos estudos sobre Inovação Pedagógica e Metodologias Ativas.

A tendência que selecionamos para esta atividade foi baseada no Panorama Tecnológico NMC 2015, Universidades Brasileiras. A tendência selecionada para nossa atividade foi “jogos e gameficação”.

De acordo com La Torre (2008 apud BARROS, 2014, p. 9), as metodologias utilizadas devem ser: “(1) motivante e estimuladora, (2) ordenada através de uma sequência de ideias, (3) intuitiva, (4) participativa e implicativa, (5) expositiva, (6) centrada no aluno, (7) de trabalho em grupo; (8) por recursos e meios, (9) prática e (10) lúdico e criativo”.

“Uma estratégia didática apresenta os seguintes componentes: “(1) consideração teórica ou perspectiva do conjunto do processo; (2) finalidade ou meta desejada; (3) sequencia adaptativa; (4) a realidade contextual; (5) os agentes ou processos envolvidos e por fim (6) finalidade e eficácia. O Modelo Multidimensional ou Holodinâmico procura integrar de forma dinâmica e interativa oito componentes (seis de situações de aula e um anterior a aula e outro posterior). Os componentes são: (1) Pressupostos implícitos do professor; (2) Contexto da aula; (3) Papel docente; (4) Papel discente; (5) Organização; (6) Recursos; (7) Clima e (8) Avaliação.” (BARROS, 2014, p. 6 e 7) 

Nossa proposta de atividade teria como público alvo alunos de Graduação ou Pós-graduação na área de Matemática.

Passo a passo:

1-    O professor apresentaria a sequência da atividade e como os alunos seriam avaliados (seu envolvimento nas atividades propostas, produções e auto-avaliação);

2-     A primeira atividade seria o estudo de um texto sobre a epistemologia dos jogos e jogos matemáticos, sobre o qual cada estudante faria sua síntese;

3-  Na aula seguinte haveria a troca de textos entre os estudantes, organizados com antecedência em grupos menores. Cada um elaboraria duas perguntas sobre o texto do colega. Em grupos menores, os estudantes responderiam oralmente às perguntas (elaboradas pelo colega) sobre o seu texto; 

4-      Na próxima aula  a turma vivenciaria um jogo matemático (virtual ou não), selecionado previamente pelo grupo.) 

5-  Após esta vivência, os grupos escolheriam um público-alvo da Educação Básica e planejariam a elaboração de um material didático com propostas de atividades, envolvendo situações-problemas do jogo e considerando o perfil curricular (em Matemática) da turma. Os grupos teriam duas semanas para a elaboração do material.

Referências

BARROS, Marcos Alexandre de M. Concepções, usos, modelos e estratégias da utilização de dispositivos móveis: uma análise da Aprendizagem Móvel entre professores de Ciências em formação. 2014. 241 f. Tese (Doutorado) - Curso de Programa de Pós-graduação em Ensino das Ciências da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2014.

FREEMAN, A.; ADAMS BECKER, S.; HALL, C. 2015 NMC Technology Outlook for Brazilian Universities: A Horizon Project Regional Report. Austin, Texas: The New Media Consortium, 2015.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Didática e Saberes Docentes

Neste módulo assistimos um video sobre paradigmas. 
Segue o link:

 Ao assistir o vídeo, tive a impressão que os habitantes daquele planeta eram apenas “reprodutores”, que trabalhavam de forma individualizada, num paradigma conservador, onde quem não se adequava aos padrões era excluído daquele lugar. Os habitantes não realizavam atividades com trocas de experiências. Eram programados para realizar suas atividades, não havendo construção coletiva de seus projetos. Lembro que em outra disciplina, o professor discutiu que um empresário selecionando jovens aprendizes, pediu à instituição educacional que apenas ensinasse aos alunos a trabalhar em grupo que o resto era com ele. Essa mudança de paradigmas, ao buscar romper com práticas de ensino conteudistas, que não estimulam a criatividade, tem sido mais frequentes no discurso educacional. Neste cenário, observamos que as tecnologias móveis vêm a somar com esta quebra de paradigmas. Outro aspecto muito importante nestas mudanças vivenciadas pela Educação, conforme Pimenta (2002) é o enfoque do processo didático que deixa de ser apenas o professor, ou seja, se o aluno não aprende não é apenas problema dele, mas do professor também.



A segunda atividade realizada foi baseada na leitura e considerações sobre dois capítulos do livro: Docência no Ensino Superior de Pimenta e Anastasiou (2012):


Docência, Ensino e Ensino Superior - diálogos a partir da Didática, o que me dizem de cada um desses elementos e como se remetem as práticas vividas e estabelecem relação com a referência para estudo?

Conforme sinalizam Pimenta e Anastasiou (2002) existe um consenso de que a docência no ensino superior estaria associada ao domínio de conhecimentos específicos por parte do docente, sem necessariamente haver a necessidade de uma formação para ensinar. Este pensamento está associado também ao fato de que não existe uma formação específica para ser docente universitário. Sabemos que o início desta carreira é marcado por contradições, onde as experiências negativas ou positivas podem ser determinantes para a formação profissional e construção de uma identidade (NÓVOA, 1992). No âmbito do ensino superior, percebemos haver uma valorização da atuação na área de pesquisa, como se o ensino estivesse separado daquela. Pimenta e Anastasiou (2002) sinalizam que a docência na Universidade configura-se como um processo contínuo de construção da identidade docente, articulando-se os saberes da experiência, os saberes pedagógicos e os didáticos. Os pesquisadores defendem que “os saberes da experiência são tomados como ponto de partida e, intermediados pela teoria,  se voltam para a prática (p. 58)”. Neste processo, a compreensão do papel e campo da Didática poderiam vir a somar com a formação docente para o Ensino Superior.

A concepção de Didática como “método” e “técnica” de ensino marcou os cursos de licenciatura instituídos no Brasil, e tem suas bases na Didática Comeniana.  Outros vieses da Didática colocam o sujeito que aprende como centro do processo de ensino, em Rousseau, e, a Didática de Herbart dá ênfase ao método, retomando as bases normativas Comenianas. As questões que envolvem o ensino, repercutindo na didática enquanto campo disciplinar, não estão dissociadas de um momento histórico, político, econômico, social, nem dos sujeitos envolvidos – professores e alunos. Estes, por sua vez, enquanto seres históricos, estão sempre se modificando e modificando aquela em seu processo histórico. Nesta perspectiva, a Didática teria a função de “compreender o funcionamento do ensino em situação, suas funções sociais[...] como componente do fenômeno que estuda, por que é parte integrante da trama do ensinar (p.49).” O “ensino” seria assim um fenômeno complexo e o “ensinar” uma prática social, que precisa considerar todos os fenômenos envolvidos. A Didática é uma das áreas da Pedagogia (campo teórico da prática educacional em toda a sociedade), a qual sistematiza e investiga as finalidade do ensinar. Recentes pesquisas têm buscado incorporar às atividades de ensino e pesquisa em Didática, “os estudos sobre o cotidiano escolar, o saber docente e as relações entre escola e cultura (p. 74)”.


Continuando os estudos, a terceira proposta de atividade foi a realização de mapas conceituais sobre os capítulos estudados. Como encontrei muitos conceitos em comum nos capítulos e discussões próximas, tentei fazer esta relação utilizando apenas um mapa conceitual.




Referências

PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. das G. C. Do ensinar à ensinagem. PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. das G. C. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2002.


PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. das G. C. Docência no ensino superior: Problematização. In:  PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. das G. C. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2002.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O texto que mais gostei do módulo de Avaliação da Aprendizagem...


 "Ainda que utilizasse muitos instrumentos de avaliação, ainda que preparasse instrumentos reflexivos e operatórios, ainda que acabasse a semana de prova, ainda que não usasse mais nota e nem tivesse mais reprovação, se não mudasse a postura, se não acreditasse que um outro mundo onde todos tenham lugar – é possível, se não tivesse profundamente convencido de que todo ser humano é capaz de aprender , se não me comprometesse com a efetiva aprendizagem (desenvolvimento) de todos, eu nada seria como educador”

                      (Celso Vasconcelos)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Auto-regulação da Aprendizagem

Em construção...

Estudo de Caso sobre Avaliação da Aprendizagem

UFPE
Disciplina avaliação da aprendizagem
Estudo de Caso:
Mariana, professora de Astronomia, passou para a sua turma de 1º período, a tarefa de reproduzirem em maquete o sistema solar, utilizando a escala:
Planeta
Distância média ao Sol (km)
Distância ao Sol na escala adotada (cm)
Segmento da tira onde está o planeta
Distância no segmento (cm)
57.910.000
5,8
1
5,8
Vênus
108.200.000
10,8
1
10,8
Terra
149.600.000
15,0
1
15,0
Marte
227.940.000
22,8
1
22,8
Júpiter
778.330.000
77,8
3
17,8
Saturno
1.429.400.000
142,9
5
22,9
Urano
2.870.990.000
287,1
10
17,1
Netuno
4.504.300.000
450,4
16
0,4
Plutão
5.913.520.000
591,4
20
21,4
Estrela Alfa Centauro
4,1 × 1013 km
4.067.800
(= 40,7 km)
135.594
10
Percebeu, entretanto, que alguns alunos não sabiam trabalhar com escala e diante da dificuldade afirmou: “Estão na universidade, não posso segurar na mão de vocês, isso vocês já deveriam saber”. Explicou algumas dúvidas gerais e marcou a data da entrega do trabalho. Diante da dificuldade muitos alunos simplesmente copiaram a maquete daqueles que sabiam fazê-la e entregaram-na a professora, que estabeleceu as notas. 
Tomando como base a afirmação de LORENZATO (2008 p.1)[1] “há ensino somente quando,em decorrência dele, houver aprendizagem”, esse comportamento está adequado tomando como base a aspecto relacional do ensino-aprendizagem?


Considerando a situação acima, percebemos como a avaliação pode ser um instrumento que favorece o trabalho do professor em analisar se seu planejamento e estratégias estão indo ao encontro da necessidade de seus alunos, ou, poderá também funcionar como um mecanismo de exclusão. É necessário reavaliar o processo de avaliação, aplicando avaliações diagnósticas em momentos estratégicos, onde os instrumentos de avaliação como provas, testes, redações sejam utilizados com uma postura de avaliação e não apenas de testar, medir ou examinar. À avaliação interessa cada etapa do conhecimento do estudante visto a necessidade de analisá-lo como um ser em construção permanente.

De acordo com Perrenoud (1999), se a avaliação não for planejada para diagnosticar as necessidades dos alunos e a mudança de estratégias pelo professor diante destas necessidades identificadas, este processo de avaliação estaria a serviço da classificação dos alunos diante de uma norma de excelência construída de formas diferentes, não se preocupando com a aprendizagem. Foi esta a situação que identificamos acima: a professora não se preocupou em intervir diante da dificuldade dos estudantes.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Os Desafios da Docência diante do perfil dos estudantes universitários

Além dos aspectos sociais que podem influenciar no perfil do estudante universitário, percebemos que estes estão inseridos numa sociedade da informação (CASTELLS, 2003), onde vivenciamos constantes mudanças, e entre outros aspectos, estamos envolvidos em uma cibercultura (LEVY, 1997). Além dos desafios que são impostos para os docentes universitários em suas demandas de formação e pesquisa, o papel do professor nesta nova configuração social é a de facilitador do conhecimento, considerando que pode colaborar para uma inteligência coletiva (LEVY, 2007).  Enquanto professores faz-se necessária uma compreensão de que os estudantes estão inseridos nesta cibercultura. A partir da contribuição destas correntes filosóficas, os estudantes deixam de serem vistos como seres passivos, considerando-se que podem ser responsáveis por seu processo de aprendizagem. 
Neste cenário, os conhecimentos sobre estilos de aprendizagem e da Metacognição podem favorecer o planejamento e os resultados do trabalho docente, além da contribuição dos conhecimentos sobre metodologias ativas que possivelmente contribuiriam para um estímulo deste novo perfil de estudantes. A interação permitida nos espaços virtuais possibilita um foco maior no aluno, considerando-o como capaz de "planificar, de dirigir a compreensão e de avaliar o que foi aprendido" (RIBEIRO, 2003, p. 109). A autora apresenta uma síntese do conceito de metacognição, entre outros aspectos, como "o conhecimento do próprio conhecimento, a avaliação, a regulação e a organização dos próprios processos cognitivos" (p.110). 
Embora a pesquisadora sinalize diferentes visões e papeis da metacognição, destaca sua função de conhecimento sobre conhecimento e de controle ou auto-regulação. A metacognição é apontada como indispensável para o processo de aprender a aprender. Neste cenário, os professores "agem como promotores da auto-regulação ao possibilitarem a emergência de planos pessoais" (p. 114). Os estudantes assumem um papel principal na sala de aula, na interação com o conhecimento, passando de reprodutores de atividades a cooparticipantes de toda a dinâmica dos objetivos de aprendizagem  propostos não apenas pelos professores, mas por si mesmos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Estilos de Aprendizagem

Existem diversos testes de estilos de aprendizagem que podem contribuir para a compreensção de como os sujeitos aprendem em seu processo de construção do conhecimento. Vamos falar um pouco sobre os testes de Kolb e Vark.
O teste de Vark, embora mais simples de se realizar, traz considerações muito importantes para o trabalho do professor universitário, ou de outras esferas, para melhor planejar a comunicação em suas aulas. O modelo Vark de estilo de parendizado compreende os estudantes: visuais, auditivos, leitores/escritores e cinestésicos. Conhecer estes modelos pode favorecer o trabalho do professor para despertar o interesse de seus alunos, enquanto estes também podem tirar proveito de como aprendem melhor. O texte de Kolb, além de contribuir com o planejamento do professor, conhecendo as diferentes experiências de como seus alunos aprendem, também, é necessário para que os estudantes identifiquem-se nas categorias de Acomodador, Divergente, Convergente ou Assimilador. Considerando que estas categorias não excluem umas as outras, mas demonstram características hierárquicas nos estilos de aprendizagem que podem contribuir para os estudantes avaliarem as metodologias utilizadas pelos professores, seus estilos de aprendizagem e como estes influenciam seu rendimento na aprendizagem. De acordo com Trevelin (2011, p.2),

Os estilos de aprendizagem tem sido uma ferramenta valiosa para docentes, que passam a compreender a forma de aprendizado de seus alunos e também para estudantes, no sentido de analisarem suas preferências de aprendizagem e perceberem possíveis estratégias.

Os testes de aprendizagem trouxeram contribuições muito interessantes para o meu auto-conhecimento. Foi a primeira vez que tive contato com eles. Acredito que quanto mais o sujeito consegue conhecer como ele aprende, poderá elaborar estratégias que contribuam para o seu processo de aprendizagem, explorando seus pontos fortes e buscando caminhos para desenvolver outras áreas. Os testes realizados realmente refletiram os meus estilos, embora tenha sentido um pouco de dificuldade de compreender as instruções do teste de Kolb de início. Pelas variáveis serem bem distintas em cada frase, acredito que seus resultados são confiáveis.
Meus estilos foram:
Teste de Vark: Leitores/Escritores
Teste de Kolb:   EC: 14
                          OR: 21
                          CA: 14
                          EA: 14
Meu tipo dominante foi o Divergente e os outros foram equilibrados, embora nos quadrantes, tenham proporções diferentes:

O tipo 1 - divergente (observador). Integra experiência com seus valores pessoais; prefere ouvir e partilhar ideias; é criativo; tem facilidade para propor alternativas e reconhecer problemas; gosta de saber o valor do que irá aprender.
De acrodo com o modelo proposto por Kolb, o professor deveria considerar os quatro estilos de aprendizagem em seu planejamento, considerando as seguintes etapas:
Disponível em: http://www.andragogiabrasil.com.br/artigos/ciclo-kolb