terça-feira, 20 de setembro de 2016

Os Desafios da Docência diante do perfil dos estudantes universitários

Além dos aspectos sociais que podem influenciar no perfil do estudante universitário, percebemos que estes estão inseridos numa sociedade da informação (CASTELLS, 2003), onde vivenciamos constantes mudanças, e entre outros aspectos, estamos envolvidos em uma cibercultura (LEVY, 1997). Além dos desafios que são impostos para os docentes universitários em suas demandas de formação e pesquisa, o papel do professor nesta nova configuração social é a de facilitador do conhecimento, considerando que pode colaborar para uma inteligência coletiva (LEVY, 2007).  Enquanto professores faz-se necessária uma compreensão de que os estudantes estão inseridos nesta cibercultura. A partir da contribuição destas correntes filosóficas, os estudantes deixam de serem vistos como seres passivos, considerando-se que podem ser responsáveis por seu processo de aprendizagem. 
Neste cenário, os conhecimentos sobre estilos de aprendizagem e da Metacognição podem favorecer o planejamento e os resultados do trabalho docente, além da contribuição dos conhecimentos sobre metodologias ativas que possivelmente contribuiriam para um estímulo deste novo perfil de estudantes. A interação permitida nos espaços virtuais possibilita um foco maior no aluno, considerando-o como capaz de "planificar, de dirigir a compreensão e de avaliar o que foi aprendido" (RIBEIRO, 2003, p. 109). A autora apresenta uma síntese do conceito de metacognição, entre outros aspectos, como "o conhecimento do próprio conhecimento, a avaliação, a regulação e a organização dos próprios processos cognitivos" (p.110). 
Embora a pesquisadora sinalize diferentes visões e papeis da metacognição, destaca sua função de conhecimento sobre conhecimento e de controle ou auto-regulação. A metacognição é apontada como indispensável para o processo de aprender a aprender. Neste cenário, os professores "agem como promotores da auto-regulação ao possibilitarem a emergência de planos pessoais" (p. 114). Os estudantes assumem um papel principal na sala de aula, na interação com o conhecimento, passando de reprodutores de atividades a cooparticipantes de toda a dinâmica dos objetivos de aprendizagem  propostos não apenas pelos professores, mas por si mesmos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Estilos de Aprendizagem

Existem diversos testes de estilos de aprendizagem que podem contribuir para a compreensção de como os sujeitos aprendem em seu processo de construção do conhecimento. Vamos falar um pouco sobre os testes de Kolb e Vark.
O teste de Vark, embora mais simples de se realizar, traz considerações muito importantes para o trabalho do professor universitário, ou de outras esferas, para melhor planejar a comunicação em suas aulas. O modelo Vark de estilo de parendizado compreende os estudantes: visuais, auditivos, leitores/escritores e cinestésicos. Conhecer estes modelos pode favorecer o trabalho do professor para despertar o interesse de seus alunos, enquanto estes também podem tirar proveito de como aprendem melhor. O texte de Kolb, além de contribuir com o planejamento do professor, conhecendo as diferentes experiências de como seus alunos aprendem, também, é necessário para que os estudantes identifiquem-se nas categorias de Acomodador, Divergente, Convergente ou Assimilador. Considerando que estas categorias não excluem umas as outras, mas demonstram características hierárquicas nos estilos de aprendizagem que podem contribuir para os estudantes avaliarem as metodologias utilizadas pelos professores, seus estilos de aprendizagem e como estes influenciam seu rendimento na aprendizagem. De acordo com Trevelin (2011, p.2),

Os estilos de aprendizagem tem sido uma ferramenta valiosa para docentes, que passam a compreender a forma de aprendizado de seus alunos e também para estudantes, no sentido de analisarem suas preferências de aprendizagem e perceberem possíveis estratégias.

Os testes de aprendizagem trouxeram contribuições muito interessantes para o meu auto-conhecimento. Foi a primeira vez que tive contato com eles. Acredito que quanto mais o sujeito consegue conhecer como ele aprende, poderá elaborar estratégias que contribuam para o seu processo de aprendizagem, explorando seus pontos fortes e buscando caminhos para desenvolver outras áreas. Os testes realizados realmente refletiram os meus estilos, embora tenha sentido um pouco de dificuldade de compreender as instruções do teste de Kolb de início. Pelas variáveis serem bem distintas em cada frase, acredito que seus resultados são confiáveis.
Meus estilos foram:
Teste de Vark: Leitores/Escritores
Teste de Kolb:   EC: 14
                          OR: 21
                          CA: 14
                          EA: 14
Meu tipo dominante foi o Divergente e os outros foram equilibrados, embora nos quadrantes, tenham proporções diferentes:

O tipo 1 - divergente (observador). Integra experiência com seus valores pessoais; prefere ouvir e partilhar ideias; é criativo; tem facilidade para propor alternativas e reconhecer problemas; gosta de saber o valor do que irá aprender.
De acrodo com o modelo proposto por Kolb, o professor deveria considerar os quatro estilos de aprendizagem em seu planejamento, considerando as seguintes etapas:
Disponível em: http://www.andragogiabrasil.com.br/artigos/ciclo-kolb

Encontro Presencial dia 08 de setembro - Dinâmica de apresentação em grupo