terça-feira, 4 de outubro de 2016

Estudo de Caso sobre Avaliação da Aprendizagem

UFPE
Disciplina avaliação da aprendizagem
Estudo de Caso:
Mariana, professora de Astronomia, passou para a sua turma de 1º período, a tarefa de reproduzirem em maquete o sistema solar, utilizando a escala:
Planeta
Distância média ao Sol (km)
Distância ao Sol na escala adotada (cm)
Segmento da tira onde está o planeta
Distância no segmento (cm)
57.910.000
5,8
1
5,8
Vênus
108.200.000
10,8
1
10,8
Terra
149.600.000
15,0
1
15,0
Marte
227.940.000
22,8
1
22,8
Júpiter
778.330.000
77,8
3
17,8
Saturno
1.429.400.000
142,9
5
22,9
Urano
2.870.990.000
287,1
10
17,1
Netuno
4.504.300.000
450,4
16
0,4
Plutão
5.913.520.000
591,4
20
21,4
Estrela Alfa Centauro
4,1 × 1013 km
4.067.800
(= 40,7 km)
135.594
10
Percebeu, entretanto, que alguns alunos não sabiam trabalhar com escala e diante da dificuldade afirmou: “Estão na universidade, não posso segurar na mão de vocês, isso vocês já deveriam saber”. Explicou algumas dúvidas gerais e marcou a data da entrega do trabalho. Diante da dificuldade muitos alunos simplesmente copiaram a maquete daqueles que sabiam fazê-la e entregaram-na a professora, que estabeleceu as notas. 
Tomando como base a afirmação de LORENZATO (2008 p.1)[1] “há ensino somente quando,em decorrência dele, houver aprendizagem”, esse comportamento está adequado tomando como base a aspecto relacional do ensino-aprendizagem?


Considerando a situação acima, percebemos como a avaliação pode ser um instrumento que favorece o trabalho do professor em analisar se seu planejamento e estratégias estão indo ao encontro da necessidade de seus alunos, ou, poderá também funcionar como um mecanismo de exclusão. É necessário reavaliar o processo de avaliação, aplicando avaliações diagnósticas em momentos estratégicos, onde os instrumentos de avaliação como provas, testes, redações sejam utilizados com uma postura de avaliação e não apenas de testar, medir ou examinar. À avaliação interessa cada etapa do conhecimento do estudante visto a necessidade de analisá-lo como um ser em construção permanente.

De acordo com Perrenoud (1999), se a avaliação não for planejada para diagnosticar as necessidades dos alunos e a mudança de estratégias pelo professor diante destas necessidades identificadas, este processo de avaliação estaria a serviço da classificação dos alunos diante de uma norma de excelência construída de formas diferentes, não se preocupando com a aprendizagem. Foi esta a situação que identificamos acima: a professora não se preocupou em intervir diante da dificuldade dos estudantes.


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