UFPE
Disciplina avaliação da aprendizagem
Estudo de Caso:
Mariana,
professora de Astronomia, passou para a sua turma de 1º período, a tarefa de
reproduzirem em maquete o sistema solar, utilizando a escala:
Planeta
|
Distância média ao Sol (km)
|
Distância ao Sol na escala adotada (cm)
|
Segmento da tira onde está o
planeta
|
Distância no segmento (cm)
|
57.910.000
|
5,8
|
1
|
5,8
|
|
Vênus
|
108.200.000
|
10,8
|
1
|
10,8
|
Terra
|
149.600.000
|
15,0
|
1
|
15,0
|
Marte
|
227.940.000
|
22,8
|
1
|
22,8
|
Júpiter
|
778.330.000
|
77,8
|
3
|
17,8
|
Saturno
|
1.429.400.000
|
142,9
|
5
|
22,9
|
Urano
|
2.870.990.000
|
287,1
|
10
|
17,1
|
Netuno
|
4.504.300.000
|
450,4
|
16
|
0,4
|
Plutão
|
5.913.520.000
|
591,4
|
20
|
21,4
|
Estrela Alfa Centauro
|
4,1 × 1013 km
|
4.067.800
(= 40,7 km)
|
135.594
|
10
|
Percebeu,
entretanto, que alguns alunos não sabiam trabalhar com escala e diante da
dificuldade afirmou: “Estão na universidade, não posso segurar na mão de vocês,
isso vocês já deveriam saber”. Explicou algumas dúvidas gerais e marcou a data
da entrega do trabalho. Diante da dificuldade muitos alunos simplesmente
copiaram a maquete daqueles que sabiam fazê-la e entregaram-na a professora,
que estabeleceu as notas.
Tomando
como base a afirmação de LORENZATO (2008 p.1)[1] “há ensino somente quando,em
decorrência dele, houver aprendizagem”, esse comportamento está adequado
tomando como base a aspecto relacional do ensino-aprendizagem?
Considerando
a situação acima, percebemos como a avaliação pode ser um instrumento que
favorece o trabalho do professor em analisar se seu planejamento e estratégias
estão indo ao encontro da necessidade de seus alunos, ou, poderá também
funcionar como um mecanismo de exclusão. É
necessário reavaliar o processo de avaliação, aplicando avaliações diagnósticas
em momentos estratégicos, onde os instrumentos de avaliação como provas,
testes, redações sejam utilizados com uma postura de avaliação e não apenas de
testar, medir ou examinar. À avaliação interessa cada etapa do conhecimento do
estudante visto a necessidade de analisá-lo como um ser em construção
permanente.
De acordo
com Perrenoud (1999), se a
avaliação não for planejada para diagnosticar as necessidades dos alunos e a
mudança de estratégias pelo professor diante destas necessidades identificadas,
este processo de avaliação estaria a serviço da classificação dos alunos
diante de uma norma de excelência construída de formas diferentes, não se
preocupando com a aprendizagem. Foi esta a situação que identificamos acima: a
professora não se preocupou em intervir diante da dificuldade dos estudantes.
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