terça-feira, 18 de outubro de 2016

Didática e Saberes Docentes

Neste módulo assistimos um video sobre paradigmas. 
Segue o link:

 Ao assistir o vídeo, tive a impressão que os habitantes daquele planeta eram apenas “reprodutores”, que trabalhavam de forma individualizada, num paradigma conservador, onde quem não se adequava aos padrões era excluído daquele lugar. Os habitantes não realizavam atividades com trocas de experiências. Eram programados para realizar suas atividades, não havendo construção coletiva de seus projetos. Lembro que em outra disciplina, o professor discutiu que um empresário selecionando jovens aprendizes, pediu à instituição educacional que apenas ensinasse aos alunos a trabalhar em grupo que o resto era com ele. Essa mudança de paradigmas, ao buscar romper com práticas de ensino conteudistas, que não estimulam a criatividade, tem sido mais frequentes no discurso educacional. Neste cenário, observamos que as tecnologias móveis vêm a somar com esta quebra de paradigmas. Outro aspecto muito importante nestas mudanças vivenciadas pela Educação, conforme Pimenta (2002) é o enfoque do processo didático que deixa de ser apenas o professor, ou seja, se o aluno não aprende não é apenas problema dele, mas do professor também.



A segunda atividade realizada foi baseada na leitura e considerações sobre dois capítulos do livro: Docência no Ensino Superior de Pimenta e Anastasiou (2012):


Docência, Ensino e Ensino Superior - diálogos a partir da Didática, o que me dizem de cada um desses elementos e como se remetem as práticas vividas e estabelecem relação com a referência para estudo?

Conforme sinalizam Pimenta e Anastasiou (2002) existe um consenso de que a docência no ensino superior estaria associada ao domínio de conhecimentos específicos por parte do docente, sem necessariamente haver a necessidade de uma formação para ensinar. Este pensamento está associado também ao fato de que não existe uma formação específica para ser docente universitário. Sabemos que o início desta carreira é marcado por contradições, onde as experiências negativas ou positivas podem ser determinantes para a formação profissional e construção de uma identidade (NÓVOA, 1992). No âmbito do ensino superior, percebemos haver uma valorização da atuação na área de pesquisa, como se o ensino estivesse separado daquela. Pimenta e Anastasiou (2002) sinalizam que a docência na Universidade configura-se como um processo contínuo de construção da identidade docente, articulando-se os saberes da experiência, os saberes pedagógicos e os didáticos. Os pesquisadores defendem que “os saberes da experiência são tomados como ponto de partida e, intermediados pela teoria,  se voltam para a prática (p. 58)”. Neste processo, a compreensão do papel e campo da Didática poderiam vir a somar com a formação docente para o Ensino Superior.

A concepção de Didática como “método” e “técnica” de ensino marcou os cursos de licenciatura instituídos no Brasil, e tem suas bases na Didática Comeniana.  Outros vieses da Didática colocam o sujeito que aprende como centro do processo de ensino, em Rousseau, e, a Didática de Herbart dá ênfase ao método, retomando as bases normativas Comenianas. As questões que envolvem o ensino, repercutindo na didática enquanto campo disciplinar, não estão dissociadas de um momento histórico, político, econômico, social, nem dos sujeitos envolvidos – professores e alunos. Estes, por sua vez, enquanto seres históricos, estão sempre se modificando e modificando aquela em seu processo histórico. Nesta perspectiva, a Didática teria a função de “compreender o funcionamento do ensino em situação, suas funções sociais[...] como componente do fenômeno que estuda, por que é parte integrante da trama do ensinar (p.49).” O “ensino” seria assim um fenômeno complexo e o “ensinar” uma prática social, que precisa considerar todos os fenômenos envolvidos. A Didática é uma das áreas da Pedagogia (campo teórico da prática educacional em toda a sociedade), a qual sistematiza e investiga as finalidade do ensinar. Recentes pesquisas têm buscado incorporar às atividades de ensino e pesquisa em Didática, “os estudos sobre o cotidiano escolar, o saber docente e as relações entre escola e cultura (p. 74)”.


Continuando os estudos, a terceira proposta de atividade foi a realização de mapas conceituais sobre os capítulos estudados. Como encontrei muitos conceitos em comum nos capítulos e discussões próximas, tentei fazer esta relação utilizando apenas um mapa conceitual.




Referências

PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. das G. C. Do ensinar à ensinagem. PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. das G. C. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2002.


PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. das G. C. Docência no ensino superior: Problematização. In:  PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. das G. C. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2002.


Nenhum comentário:

Postar um comentário