Além dos
aspectos sociais que podem influenciar no perfil do estudante universitário, percebemos
que estes estão inseridos numa sociedade da informação (CASTELLS, 2003), onde
vivenciamos constantes mudanças, e entre outros aspectos, estamos envolvidos em
uma cibercultura (LEVY, 1997). Além dos desafios que são impostos para os
docentes universitários em suas demandas de formação e pesquisa, o papel do
professor nesta nova configuração social é a de facilitador do conhecimento, considerando
que pode colaborar para uma inteligência coletiva (LEVY, 2007). Enquanto professores faz-se necessária uma compreensão de que os estudantes estão inseridos nesta cibercultura. A partir da contribuição destas correntes filosóficas, os estudantes deixam de serem vistos como seres passivos, considerando-se que podem ser responsáveis por seu processo de aprendizagem.
Neste cenário, os conhecimentos sobre estilos de aprendizagem e da Metacognição podem favorecer o planejamento e os resultados do trabalho docente, além da contribuição dos conhecimentos sobre metodologias ativas que possivelmente contribuiriam para um estímulo deste novo perfil de estudantes. A interação permitida nos espaços virtuais possibilita um foco maior no aluno, considerando-o como capaz de "planificar, de dirigir a compreensão e de avaliar o que foi aprendido" (RIBEIRO, 2003, p. 109). A autora apresenta uma síntese do conceito de metacognição, entre outros aspectos, como "o conhecimento do próprio conhecimento, a avaliação, a regulação e a organização dos próprios processos cognitivos" (p.110).
Embora a pesquisadora sinalize diferentes visões e papeis da metacognição, destaca sua função de conhecimento sobre conhecimento e de controle ou auto-regulação. A metacognição é apontada como indispensável para o processo de aprender a aprender. Neste cenário, os professores "agem como promotores da auto-regulação ao possibilitarem a emergência de planos pessoais" (p. 114). Os estudantes assumem um papel principal na sala de aula, na interação com o conhecimento, passando de reprodutores de atividades a cooparticipantes de toda a dinâmica dos objetivos de aprendizagem propostos não apenas pelos professores, mas por si mesmos.
Embora a pesquisadora sinalize diferentes visões e papeis da metacognição, destaca sua função de conhecimento sobre conhecimento e de controle ou auto-regulação. A metacognição é apontada como indispensável para o processo de aprender a aprender. Neste cenário, os professores "agem como promotores da auto-regulação ao possibilitarem a emergência de planos pessoais" (p. 114). Os estudantes assumem um papel principal na sala de aula, na interação com o conhecimento, passando de reprodutores de atividades a cooparticipantes de toda a dinâmica dos objetivos de aprendizagem propostos não apenas pelos professores, mas por si mesmos.
oi Ana Quele,
ResponderExcluire como você acha que pode estimular a metacognição com seus alunos e com você mesma?
Como você acredita que a metacognição pode lhe ajudar a ensinar e/ou aprender?
bjs